A
Polícia Federal no Pará deflagrou, nesta terça-feira (21), uma operação
de combate à retirada ilegal de madeira da Terra Indígena Alto Rio
Guamá e à fraudes na obtenção de documentos de legalização florestal.
A ação abrange uma área
total de 280 mil hectares com perímetro de 366 quilômetros quadrados,
nos municípios de Paragominas, Nova Esperança do Piriá, Garrafão do
Norte e Santa Luzia do Pará, com a participação de 85 policiais
federais, em parceira com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais).
As investigações mais
intensas tiveram início há cerca de quatro meses, após análise de dados
obtidos pela Delegacia de Combate a Crimes Ambientais e Patrimônio
Histórico da Polícia Federal, na região de Paragominas, bem como de
laudos periciais e cruzamento de dados feitos pelo Ibama.
Segundo o Imazon
(Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), 90% da exploração de
madeira em áreas indígenas no Estado do Pará está localizada na Terra
Indígena Alto Rio Guamá. Os levantamentos apontam que, de 2008 até
2012, foram explorados 98.000 hectares de madeira nativa, com produção
de 6.386.770 metros cúbicos de madeira.
Estima-se que o dano
ambiental virtual já causado à Terra Indígena nesse período já tenha
ultrapassado a marca de R$ 1.244.078.928,30.
Os envolvidos serão
ouvidos pela Polícia Federal ainda durante a deflagração da operação e
responderão por diversos crimes ambientais, além de falsidade
ideológica e formação de quadrilha.
Na operação, foram
cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em sedes de madeireiras e
residências dos investigados nos municípios de Belém, Ananindeua,
Paragominas, Nova Esperança do Piriá, Viseu, Capanema, Santa Luzia, São
Miguel do Guamá, Dom Eliseu e Altamira, todos no Pará, além de São
Domingos do Maranhão (MA) e Anápolis (GO).
Com informações da Polícia Federal Foto: Arquivo O Liberal/ Roosewelt Pinheiro/ABR
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Um comentário:
Quantos habitantes no distrito de Alvorada da Amazônia?
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